segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Fim

Iniciei este blog em 2007 com a intenção de relatar (e ilustrar) o desenrolar de minha vida na Europa, tanto em Como (Itália) onde estudava quanto em minhas viagens pelo continente. Assim o objetivo só seria alcançado após o fim do período de viagens, o que aconteceu há quase um ano, logo antes de voltar ao Brasil. Só agora, contudo, tenho a oportunidade de mostrar a Grande Viagem, ou Tour d'Europe, Il Giro d'Europa! Quase um mês de viagem, passando por 5 capitais e finalizando em uma ilha paradisíaca - a Sardenha.

Dessa vez não fui sozinho, acompanharam-me a Dani (que já apareceu aqui) e sua tia Tânia. Ou melhor, eu as acompanhei, já que elas haviam planejado tudo. Bem, mochilão nas costas, lanche em mãos (farofeiros de primeira!) e lá vamos nós pegar o primeiro vôo, de Milão para Amsterdã. Naturalmente compramos o vôo mais barato, portanto sairia bem cedinho e tivemos que dormir no aeroporto.


Esse era o nosso cantinho. Chegamos, comemos e dormimos. Praticamente minha casa (a essa altura eu já tinha entregado as chaves do apartamento).

Amsterdã

A primeira impressão de Amsterdã (ou Amsterdão, como dizem em Portugal) não poderia ter sido mais estereotipada: zilhões de bicicletas, canais e casas muito antigas (cheguei a ver datas do séc. XVII) que literalmente pendiam para frente e/ou para os lados.


Bicicletas e casas velhas que se inclinam.


É sério, vejam como são tortas!


Os canais às vezes me faziam lembrar de Veneza...


E ouvi tanto falar de uma tal de "Nanda" que morava num barco na novela que até tirei uma foto da bendita casa-barco.


Primeira parada turística: Museu Anne Frank (local onde ficava o Anexo Secreto durante a II Guerra)


Praça principal da cidade.


Auto-foto de grupo!


Lojinha de souvenires. Achei um sapato maior que o meu!


Passando pelo distrito da luz vermelha. Pois é, tem coisas que a gente só acredita vendo! Claro que eu não pretendo colocar uma foto das vitrines que expõem... bem, vocês sabem. A impressão que se tem é que é tudo muito normal pra eles.


Vitrines indiscretas à parte, o bairro é até simpático (também desisti de tirar uma foto da galera fumando maconha nos cafés...).


Em geral a cidade é muito bonita e muito bem cuidada.


E tem um letreiro gigante que aparece em todos os suvenires. Repararam que tem um cara pulando do "r" pro "d"? Adivinhem quem é... hehe.

A essa altura enxerguei algo que se assemelhava bastante a uma pá de moinho. Será? Decidi ir atrás da pá, esperando encontrar um moinho de verdade.


Em busca do moinho holandês - passando por belas paisagens.


Mas nem tudo lá é velho. Nesse bairro alguns prédios modernos.


Encontrei! Um verdadeiro moinho holandês (tudo bem eu confesso, hoje é só um bar).


E uma das coisas mais interessantes que vi lá, da qual nunca tinha ouvido falar. Em uma praça construíram uma obra de arte que reproduz uma cena pintada por Rembrandt: "A Ronda Noturna" (De Nachtwacht). A verossimilhança é incrível! Incluí abaixo uma imagem do tal quadro.


De Nachtwacht, de Rembrandt.


A noite foi chegando, revelando o charme da cidade.


E mais uma vez o sol se pôs sobre Amsterdã, sinalizando o fim de nossa estada ali.

A experiência foi fantástica, apesar de a esse ponto eu já não ter paciência (e $) para visitar museus, exposições, etc. Bom, o museu Van Gogh fica pra próxima. Londres, aí vamos nós!

Londres

Voamos para Londres e tudo correu bem ao entrarmos na Grã-Bretanha, com direito a passagem pela alfândega, carimbo no passaporte e troca de moeda. Realmente, não dão muita bola pra UE.

Ficamos em um albergue num quarto pra 12 pessoas. Foi tranquilo até as italianas chegarem (quanta bagunça!), e o melhor foi a cara delas quando perceberam que a Dani e eu falávamos italiano, depois de terem dito muita besteira. O albergue ficava perto do Hyde Park e foi lá que comecei a exploração.


O dia estava perfeito para um passeio no parque. E lá tinha umas cadeiras muito confortáveis! Pena que tinha que pagar pra ficar em uma. Mas até eu descobrir isso aproveitei um pouquinho.

Anexo a esse parque fica o palácio Kensington e seus jardins (Kensington Gardens), morada da realeza britânica desde o século XVII (inclusive da princesa Diana). É um palácio muito bonito, mas o que chama a atenção mesmo são os jardins muito bem cuidados.


Este é um jardim fechado, só se pode observá-lo pelas aberturas na cerca viva, de onde tirei essa foto.


Uma das famosas cabines telefônicas.


Nem preciso dizer que este é o Big Ben.


Cena caricatural de Londres. O Parlamento, o Big Ben, um ônibus vermelho de 2 andares e as nuvens se acumulando no céu anunciando a chuva que viria.


London Eye, à margem do Tâmisa.


De dentro de uma das cabines da roda gigante em um dia chuvoso, olhando para o Parlamento.


Como sou cinéfilo de carteirinha é claro que fui visitar Notting Hill. Bairro bem legal.


Elementar, meu caro Watson...


Palácio de Buckingham.


Tudo muito bem arrumado.


E bem enfeitado.


Até o happy hour tem estilo! Deve dar muito trabalho cuidar de tantas flores...


O Museu de História Natural, muito bonito!


E muito legal também.


Abbey Road Studios, onde os Beatles gravaram o álbum.


E a gente tinha que tirar uma foto imitando os Beatles atravessando a rua. Como somos muito bem informados não sabíamos nem mesmo o sentido da travessia. Que vergonha...


Muito oportuno o aviso. Quase fui atropelado algumas vezes por olhar pro lado errado.


A Tower Bridge!


E finalmente Piccadilly Circus, praticamente a Times Square londrina.

Paris

Sim, eu já tinha ido a Paris. Mas acabei retornando, aliás sem nenhuma resistência, afinal me apaixonei pela cidade. Decidi colocar só fotos que não fossem repetitivas.


Abri uma exceção para esta, porque estamos todos juntos fazendo aquela farofa em frente à Torre Eiffel.


Hôtel des Invalides (edificado por ordem de Louis XIV, em 1670). Uma espécie de museu militar, contém a tumba de Napoleão Bonaparte.


Castelo de Vincennes (séc. XII).


Paris também tem um letreiro! Só que de concreto, no bosque próximo ao castelo.


Praia em Paris: as margens do Sena em dias de verão.


Museu Pompidou (Arte Moderna), ou Centre Georges Pompidou.


E apesar de toda minha "experiência" como turista na cidade luz, ainda fiz descobertas fantásticas e inesperadas, como este parque+igreja bem no centro da cidade.


Chamado de Les Halles, é um centro comercial situado abaixo do nível da rua, com estilo moderno (e, pro meu gosto, duvidoso).


Junto ao centro comercial fica a bela igreja de São Eustáquio (Église de Saint-Eustache).


Aproveitando a companhia para tirar fotos por mim, em uma das pontes iluminadas (com direito a lua aparecendo no canto esquerdo.


E mais uma surpresa: a torre toda azul, em comemoração à ocupação pela França da presidência da União Europeia.


Pra terminar, um dia no suntuoso Palácio de Versalhes. Pena que estava nublado.


A impressão que se tem é de que foi um lugar realmente luxuoso.


Os jardins chegam a sumir de vista.


E são ainda muito bem cuidados.

E com o fim da visita a Paris fomos para Berlim.

Berlim

Uma cidade incrível. Cada passo que se dá ali é como reviver a história, sentir o passado e o peso das consequências trágicas de decisões equivocadas. Não é à toa que quase tudo o que resistiu à guerra foi transformado em memorial ou museu, uma prova de lição aprendida e repassada ao mundo. E também por essa razão ainda há muitas obras e ruínas por toda a cidade. Existe uma nítida diferença entre as partes que constituíam os lados Ocidental e Oriental, que parecem convergir para a formação de uma cidade una de forma cautelosa e gradual, numa tentativa de evitar a exaltação de um lado em detrimento do outro. Pelo menos foi essa a impressão que tive.

Como era minha primeira vez em Berlim fui direto ao ponto. Aquilo que foi o símbolo de uma cidade dividida e cuja queda, tão noticiada e celebrada, representou a reunificação da Alemanha. Por incrível que pareça tenho lembranças de telejornais da época mostrando a queda do muro, imagens que fazem parte do mito europeu construído em minha mente e cultivado ao longo dos anos com livros, filmes e histórias. Bem, havia chegado a hora de testemunhar mais um símbolo histórico:


O primeiro contato com o muro. Não existe um local específico onde todos vão para vê-lo, o que existem são pedaços espalhados, além de uma faixa no chão que demarca todo o perímetro que o muro compunha em sua extensão. Este pedaço, em particular, fica ao lado do local onde havia o hotel usado pelos nazistas para planejar/executar novas táticas de tortura e "pesquisa científica" (do tipo quanto tempo uma pessoa consegue resistir até a morte em um tanque de gelo).


Para se ter uma ideia das dimensões, olha eu encostado em um outro pedaço de muro, em local aberto e sujeito a manifestações artísticas. Pode-se observar a cena pintada no muro, representando um casal que tenta se encontrar por cima do mesmo. Muitos casais e famílias foram separados pelo muro.


Checkpoint Charlie. Um dos pontos de acesso através do muro, rigorosamente controlado, palco do tenso acontecimento conhecido como "Enfrentamento dos tanques".


Voltando aos lugares-comuns, visitando o famoso Portão de Brandemburgo (construído entre 1789-1791)


Indo para o Parlamento (prédio ao fundo), pisando sobre a faixa que marca por onde passava o muro (sim, estou no meio da rua).


A fachada do prédio do Parlamento, um local muito visitado por turistas, entre outros motivos por sua cúpula.


A cúpula é uma obra moderna que representa a democracia alemã. É de vidro, representando a transparência com que os parlamentares devem trabalhar. É acessível ao público, representando o direito do povo de testemunhar a ação de seus representantes e a construção da ordem que os rege. Além disso a cúpula provê iluminação natural ao salão interno, sugerindo um tipo de orientação inspiração aos políticos (além disso, iluminação natural é uma ótima ideia em tempos de valorização de fontes de energia limpas e cuidados com o meio-ambiente).


Uma foto lá de cima, olhando para o salão onde os parlamentares trabalham.


Este é o local do esconderijo subterrâneo de Hitler, onde ele foi encontrado morto ao fim da guerra. Não é muito divulgado para evitar que se torne local de peregrinações. Vai entender...


O Museu Antigo (Altes Museum) abriga obras da Antiguidade, na Ilha dos Museus. Construído entre 1825 e 1828 para receber a coleção de arte da família real prussiana (era chamado de Museu Real até 1845).


Ainda na Ilha, fica a Catedral de Berlim (Berliner Dom), que é na verdade uma igreja protestante.


Em frente ao museu fica o que restou do antigo Palácio da República (Palast der Republik), que servia como sede do parlamento da Alemanha Oriental (RDA), além de abrigar auditórios, restaurantes e uma pista de boliche (uma espécia de espaço de convivência). Inaugurado em 1976, seu destino foi debatido por anos até que se decidiu pela demolição, iniciada em 2006 e programada para terminar em 2009. Entre os motivos para tanto debate, a marcante associação do prédio à Alemanha socialista. Além disso concluiu-se que o edifício apresentava risco de contaminação devido à grande quantidade de amianto (asbesto) utilizada em sua construção.


Catedral de Santa Edwiges (Sankt-Hedwigs-Kathedrale), construída no séc. XVIII como a primeira igreja católica na Prússia após a Reforma, sob permissão do rei Frederick II. Dizem que foi uma tentativa de atender à demanda de uma crescente população católica (imigrante) em um país protestante. Na intenção de agradar a esta, o rei assumiu a tarefa de projetar e construir a igreja, repassando-a ao arquiteto Georg Wenzeslaus Baron von Knobelsdorff. Qual não foi a surpresa dos fiéis ao receberem uma catedral católica circular seguindo o modelo do Panteon (leia-se: arquitetura grega pagã).


O "Memorial aos Judeus Mortos da Europa" ou "Memorial do Holocausto" relembra as vítimas judias do Holocausto. Próxima ao Portão de Brandemburgo, uma área de 19.000 metros quadrados coberta com 2.711 blocos de concreto de altura variada produz a impressão de um campo de pedras, além de uma sensação de desconforto e confusão (pessoalmente, acho que parecem tumbas). Obra do arquiteto Peter Eisenman, sua construção entre abril de 2003 e dezembro de 2004 custou cerca de 25 milhões de euros.


A grande praça no centro de Berlim, Alexanderplatz, com a proeminente torre de TV, mais um símbolo dos tempos da RDA.


Já no lado outrora chamado de Ocidental, a Igreja Memorial Kaiser William é a coexistência de uma torre remanescente da igreja original (década de 1890), bombardeada em 1943, com a moderna edificação em formato hexagonal (década de 1950). A torre original foi mantida e a área sob a mesma convertida em memorial. Mais um símbolo dos horrores da guerra.



Bahn Tower (Sony Center), sede corporativa da Deutsche Bahn (cia. ferroviária nacional alemã). Localizada na Potsdamer Platz, praça completamente destruída durante a II Guerra e ignorada durante a Guerra Fria, foi então reerguida e modernizada para se tornar um ícone da nova Berlim.


E depois de tanta história, bom mesmo é relaxar e apreciar a comida alemã (ou uma cerveja, pra quem gosta) numa bela noite de verão, sentado perto do aquecedor. Pois é, verão em Berlim é assim. Imaginem como deve ser o inverno!

Agora, de volta à Itália.

Roma

Chegamos, fomos pro albergue, e tiramos um cochilo. Quando finalmente conseguimos sair já era noite, mas isso não nos impediu de ir dar uma espiada pela cidade. Começando pelo Coliseu!


Coliseu à noite, visto do parque que fica do lado (Parco di Traiano).


Praça de São Pedro, no Vaticano (ao fundo a Basílica de São Pedro).


O Panteão (Pantheon), templo construído para todos os deuses da Roma Antiga e reconstruído no século II DC. Tem sido usado como igreja católica desde o século VII, hoje chamada de Santa Maria Rotonda.


Basílica de Sant'Agnese in Agona, na Piazza Navona, ao lado do Palácio Pamphili (sede da Embaixada Brasileira na Itália).


Ainda na Piazza Navona: Tre Scalini, um dos melhores sorvetes de Roma...


...e os artistas que usam a praça como ateliê.


O Moisés (1515), escultura em mármore de Michelangelo, localizada na igreja de San Pietro in Vincoli (São Pedro acorrentado).


Forum e Mercado de Trajano (Foro e Mercati di Traiano), complexo de ruínas que datam de 100-110 DC, muito bem preservadas.


Monumento Nacional a Vittorio Emanuele II (conhecido como Vittoriano), dedicado a Vittorio Emanuele Il di Savoia (primeiro rei da Itália). É literalmente monumental, de dimensões absurdas (reparem nas pessoas à frente do monumento para fins de comparação), completamente feito de mármore. Compreende o Altar da Pátria (Altare della Patria) e contém majestosas escadarias, além de uma escultura equestre enorme do tal Vittorio e duas estátuas da deusa Vitória em quádrigas. Após a I Guerra mundial foi construída a Tumba do Soldado Desconhecido, com uma chama eterna. A base da estrutura abriga o museu da Reunificação Italiana.


Rampa que leva à Piazza del Campidoglio (projetada por Michelangelo), no topo da colina do Capitólio, umas das famosas sete colinas de Roma. Ao fundo o Palazzo Senatorio, onde fica hoje a prefeitura.


Centro histórico. O apóstolo Paulo passou por aqui...


Está escrito no pórtico dessa igreja: "Prisão dos santíssimos apóstolos Pedro e Paulo". Mas não sei se é verdade nem se faz sentido.


E finalmente, depois de muita caminhada, ruínas e monumentos, consegui chegar ao Coliseu! Esse era o grande objetivo. Mas, não consegui parar por aí e continuei a exploração...


Igreja de São Gregório Magno (Chiesa di San Gregorio Magno), do séc. XVII.


A Boca da Verdade, imagem em mármore. Acredita-se que tenha sido parte de uma fonte na Roma Antiga no século I, retratando um deus pagão. Desde a Idade Média acredita-se que quem contasse uma mentira com a mão na boca da imagem teria sua mão arrancada pela "mordida" da pedra. Então tá... De qualquer jeito, a imagem foi colocada na entrada da igreja Santa Maria in Cosmedin no Século XVII.


O Rio Tibre (Tevere, em italiano), visto da ponte Palatino.


Ilha Tiberina, Ponte Cestio e as barracas da feira que se instala nas margens do rio no verão.


Um pôr-do-sol realmente surpreendente ao longo do rio.


Uma das pontes ao anoitecer. Rumo ao Vaticano.


Vaticano à noite (Via della Conciliazione, sentido Piazza San Pietro). Ao fundo, a Basílica de São Pedro.


Voltando para o albergue, parada pra foto (e sorvete) na Fonte de Trevi.


Mas Roma não é só um monte de ruínas e monumentos e sorveterias fantásticas. Conseguimos achar até uma praia, distante cerca de uma hora de trem. Com o dia assim, não deu pra resistir. Foi ótimo!

O último dia na praia foi uma excelente ideia, e o bom é que já fui me preparando para a próxima parada: Sardenha. Um dos destinos que eu mais esperava ver no fim das contas, porque ainda estava à procura de uma praia daquelas que só se vê na televisão.

Sardenha

Uma ilha no mar Mediterrâneo a algumas horas de Roma (umas 7 horas). Na verdade o barco sai de Civitavecchia, o porto mais próximo (cerca de 1 hora de trem).


No barco rumo ao desconhecido. Muita expectativa!


Finalmente, a praia dos sonhos! Mar azul, areia branca e, acima de tudo, olha que organização! Nada de farofa por aqui.


Sério mesmo, eu sempre quis ver uma praia assim. E para completar, eu estava de hóspede na casa de uma amiga, portanto não precisava gastar nem uma pestana de preocupação com dinheiro, comida, etc. Ô, vidão!


É um lugar muito lindo. Do alto dessa colina dá pra ver a sombra dos barcos (e pessoas) no fundo do mar.


E do outro lado da ilha, as praias mais selvagens, mais parecidas com o que a gente tem por aqui.


Tinha até um farol, de onde se podia observar um pôr-do-sol sensacional.


Mais um pôr-do-sol no paraíso anunciava o fim dos meus dias na Europa.

Depois disso voltei pra Como por uns 2 dias até o meu vôo de volta. Agora, quase um ano depois, sinto muita saudade. Mas sei que aproveitei cada segundo, e de fato cada segundo foi infinitamente significativo.
Um ano no exterior, longe de qualquer conhecido, realizando grandes sonhos e vivendo muitas aventuras. Sei que corri alguns riscos e que algumas vezes estive suscetível a acidentes e outros perigos. Esquiei, voei, pulei, escalei, e não sofri sequer um arranhão, nunca precisei ir ao hospital ou tomar algum remédio. Acima de tudo, sei que isso tudo não seria possível simplesmente por meu esforço e apoio dos meus pais (que foi fundamental). O sucesso dessa empreitada dependeu unicamente de um cuidado especial e meticuloso por parte daquele que tem o controle de tudo. Deus, o todo-poderoso, que em toda Sua glória ainda nos ama o suficiente para realizar nossos sonhos e conduzir nosso caminho. Um Deus tão pessoal que aproveitou cada momento para me ajudar a entendê-Lo melhor, conhecê-Lo mais, como se Ele mesmo tivesse planejado tudo desde o início da minha vida, como se esses sonhos fossem mais Seus do que meus. Como se Ele fosse capaz de tudo para me fazer entender Seu amor, a ponto de abrir mão até de sua divindade para se aproximar de uma humanidade imperfeita. Jesus, Deus conosco, o sacrifício perfeito e definitivo. Por Ele meus meus pecados são perdoados por Ele posso me aproximar de Deus, sentir Seu infinito amor e cuidado. Não há relacionamento melhor do este.
Sei que tenho muito que aprender e que Ele continua me dando sonhos. Mal posso esperar pelo que ainda virá. Será que vai caber num blog? Aos que conseguiram chegar até aqui, os meus mais sinceros agradecimentos e desejos de que encontrem a felicidade, como eu.
Um grande abraço!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

7 Meses depois...

Pára tudo! Hora de atualizar o blog. Porque como disse o outro, o homem precisa viajar. E se não der pra ir pessoalmente vamos pelas fotos mesmo... Pois bem, de fotos estou muito bem servido, difícil é lembrar dos detalhes e das informações relevantes das cenas representadas. Vou fazer o melhor possível.

Bem, desde a última postagem (sobre Paris), muitas e muitas coisas aconteceram. Primeiro, terminei o semestre na faculdade em Como, afinal prioridades existem por uma boa razão. Tão logo alcancei esse objetivo, lancei-me deliberadamente à vida de viajante, iniciando uma seqüência de viagens que só terminou em agosto, voltando ao Brasil. E como rapadura é doce mas não é mole, da mesma forma a vida em Sampa me esperava - aulas a todo vapor, quase um mês de aulas perdidas, e a meta de me formar no fim de 2008. Que sufoco! Mas "Deus é bom, paga bem e ainda dá troco" (palavras da Dani), então tudo correu bem. Terminei a faculdade (não sem muito sacrifício), e já emendei num emprego novo. E foi assim que eu demorei tanto pra ter condições de atualizar o blog. Ecco detto! Agora vamos ao que interessa.

Antes de tudo, uma boa ilustração de diferenças culturais.


Estação de trem na Itália


Estação de trem na Suíça

E lá vou eu, de mala e cuia (no meu caso mochila e chapéu), embarcando sozinho num trem rumo ao desconhecido (muito dramático).

Saindo da estação de Chiasso (cidade suíça encostada em Como), rumo à Alemanha.


Cruzei toda a Suíça de trem (leva umas 4 horas...), o que não foi nada mal. Aliás, não foi a primeira vez que me encantei com a paisagem. Continuo dizendo que é o lugar mais lindo do mundo*.
*Opinião parcial e tendenciosa, fortemente baseada em experiências pessoais bem-sucedidas.


Um dos vários lagos, com gramado perfeitamente verde, fileira de árvores ao longo da margem e uma igrejinha na colina com vista para o lago e para o pôr-do-sol. Não é paisagem, é cenário!


Breve parada em Zurique para troca de trem. 15 minutos, tempo suficiente para uma foto.


Chegando então ao primeiro destino, Munique (praça da prefeitura).

Na verdade eu já havia estado na cidade antes, porém dessa vez ela serviu só de base para eu poder visitar um antigo campo de concentração próximo dali, numa cidadezinha chamada Dachau. Como quase tudo na Alemanha, o local foi transformado em memorial e centro de visitação. E já que eu só tinha um dia e queria tirar o máximo proveito da experiência, paguei pela visita guiada, com comentários e explicações (o guia era da Nova Zelândia, quase que não entendi o inglês dele).


Esse era o nosso guia, e atrás dele o painel com imagens aéreas e dados históricos sobre o campo.


Já no portão de entrada, os prisioneiros se deparavam com os dizeres Arbeit macht frei, algo como "O trabalho liberta" (a mesma frase era colocada também em locais visíveis do pátio onde trabalhavam quase como escravos), um estímulo ao trabalho: quanto mais trabalhassem mais "rápido" chegaria a hora em que estariam saindo dali. Quando as condições se tornaram desumanas, e eles perceberam que jamais sairiam dali, o trabalho era o único escape, uma fuga da realidade cruel em que viviam (que incluía tortura, experimentos, etc.)


Vista externa de um dos inúmeros alojamentos, o único preservado (todos os outros foram demolidos). O campo era bem organizado e conservado, e a aparência ajudava a enganar os comitês que visitavam o campo para verificar as condições dos prisioneiros.


No interior do alojamento, as instalações dos prisioneiros.
-"Não parece tão ruim, certo?" - Perguntou o guia. Pensei comigo que era como uma cama normal. Então ele continuou: "Em cada leito dormiam umas 4 pessoas."
Uau...



Um dos cômodos usados para torturar prisioneiros, hoje parte do museu (há painéis espalhados por toda parte, com muita história sobre o nazismo e sobre o local). As marcas na parte superior das colunas indicam onde ficavam os ganchos. Em um determinado método de tortura, a pessoa tinha as mãos amarradas pelas costas e penduradas nesses ganchos. Após algumas horas de resistência, os ligamentos se rompiam e a vítima atingia uma posição totalmente vertical.


Apesar de tudo, havia resistência e oposição a Hitler. Nessa publicação, ele é retratado como um demônio.

Nos últimos anos da guerra, com o enfraquecimento da Alemanha, alguns recursos foram se esgotando. Os campos de concentração estavam superlotados, a munição se esgotava, e nem os experimentos científicos eram suficientes para diminuir o excesso de prisioneiros. Passaram a buscar então meios mais eficientes de "esvaziar" os campos de concentração. Descobriu-se que o gás usado para limpeza dos uniformes levava à morte, de forma rápida e imperceptível. Foi então que surgiram as câmaras de gás. Iludidos com a promessa de um bom banho, levas e levas de prisioneiros eram levados para uma sala onde se despiam, entrando então em um quarto escuro e bem fechado, com buracos que imitavam duchas no teto. Destes, porém, jamais saía água.


A câmara de gás.


O cômodo seguinte à câmara de gás era um crematório. Nos últimos meses, quando acabou o combustível, os corpos eram simplesmente empilhados nos fundos, uma das cenas que chocaram os soldados que chegaram aos campos para libertar os prisioneiros ao final da guerra.


Apesar de os alojamentos terem sido demolidos, suas bases foram preservadas, servindo de recordação.


Da mesma forma, construíram-se no local alguns memoriais, como este cristão...


...e o memorial judeu.


Após a conversão do local em centro memorial e de visitação, instalou-se essa obra (entre outras). O artista quis representar os prisioneiros que, numa tentativa desesperada de fuga, acabavam eletrocutados nas cercas elétricas.


Em ponto estratégico do memorial, as palavras que marcam a lição aprendida na Alemanha nazista: "Nunca mais", escrito em 5 idiomas (Hebraico, Francês, Inglês, Alemão e Russo).


E num local onde houve horror, da terra onde foi derramado sangue inocente, brotou o fruto da paz, trazendo flores que ajudam a transformar a tragédia em lição para a humanidade.
"Nunca mais"

Ao final da visita ao campo de concentração de Dachau, eu não era o mesmo. A experiência é intensa. Pisar no solo que foi cenário de tamanho desprezo pela vida não é nada trivial. É tão impactante, que hesitei em compartilhar tudo isso abertamente como estou fazendo. Porém, igualmente impactante é presenciar o peso da responsabilidade e o valor da lição aprendida que marcam o povo alemão, muito embora não sejam eles hoje diretamente responsáveis pelos acontecimentos. Ter perdido a guerra talvez tenha sido o preço pago pela Alemanha para construir uma base moral sólida sobre a qual se ergueu como potência mundial.

Mas quem sou eu pra falar de tão profundas coisas? Sou apenas um engenheiro. E ainda recém-formado... Volto então à exploração do velho continente. Dachau ficou para trás e saí de Munique rumo a Praga, na República Tcheca.


"Todos a bordo!" Mas hein? Só tinha eu!


A República Tcheca me dava as boas-vindas.


E a primeira vista de Praga não poderia ser mais apropriada. O visual sombrio (reparem no céu avermelhado) tem tudo a ver com o estilo gótico da cidade.


A cozinha da casa onde fiquei hospedado. Eu arrumei algumas pessoas pra me hospedarem em algumas cidades. Aqui dei muita sorte, a casa era super legal. Eu tinha chegado à noite e, no café-da-manhã, uma surpresa. A cozinha é conservada intacta desde a década de 60! Ou 70, não lembro exatamente.


Comida muito boa! Mas reparem que tinha até tomate... essa eu não encarei não.


Aqui uma vista da Praça Wenceslas, na cidade nova (Nové město). Apesar do nome, a cidade "nova" data do século 14. É que a cidade antiga (Staré město) data do século 9. Ao fundo, o Museu Nacional.


Saindo pra passear pelo centro. O mercado de rua mais popular da cidade, chamado em Tcheco de Havelská Trziste, é ilustração freqüente nos guias de viagem e tem suas origens no século 13.


Banca de flores. Calma, os preços não são em Euro! A moeda é a coroa tcheca ("koruna", ou "kuna"), menos valorizado em relação ao Euro.


O famosos relógio astronômico (Orloj), na praça da cidade antiga. A cada hora cheia centenas de pessoas (i.e. turistas) se reúnem para assistir à Procissão dos Apóstolos. É assim: acima do relógio tem duas janelas que se abrem, aí as estátuas dos apóstolos param em frente à janela e curvam a cabeça em reverência. Isso enquanto os sinos tocam em tom um tanto mórbido - a corda dos sinos é "puxada" pela caveira ao lado do relógio (nem pra colocar o anjo do outro lado pra puxar a cordinha... vai ser gótico assim em Praga, viu!)


Deixando o relógio de lado, eis que surge a magnífica igreja Týn, puramente gótica (século 14).


Na mesma praça havia um tipo de festival, e como é de praxe algumas banquinhas vendendo comidinhas. Nessa a mulher fazia um doce típico tcheco. É um tipo de massa enrolada num bastão que fica rodando sobre o fogo. Depois de assado. o "canudo" é coberto com açúcar e canela ou com baunilha.


O turista comendo o doce típico, com açúcar e canela. Estava gostoso, mas não tanto quanto eu esperava.

Aproveito para incluir um video do festival (acho que essa apresentação era de música catalã):

video
Apresentação de música e dança catalãs.



Ao fundo a ponte Charles (século 14), a mais famosa de Praga, sobre o rio Vltava.


Realmente fascinante. Pena que não tinha sol.


O castelo de Praga! Que é tudo, menos um castelo (como já havia me avisado minha amiga Natali). Construído entre os séculos 14 e 17, reúne o palácio do governo, a catedral de São Vito, o Jardim Real, entre outros.


Subindo para o castelo. Cidade dos telhados vermelhos.


Palácio do governo.


Catedral de são Vito.


De volta à cidade, numa rua qualquer. Mulher carregando 2 cães na mochila.


A Casa Dançante, uma obra-prima arquitetônica (Fred and Ginger)


Fechando com muita classe, o castelo visto da ponte Charles ao entardecer.

Praga foi tudo de bom. Finalmente, um dos mais mitológicos destinos turísticos europeus foi verificado pessoalmente. E não deixou nada a desejar. Seguindo em frente, rumo a Viena, na Áustria. De repente, mudança total de ambiente. Do gótico para o Art Nouveau. A cidade é extremamente agradável, muito limpa e muito bonita. Conta com vários museus e com as famosas apresentações de ópera. Lar de músicos e compositores, como Strauss e Mozart (que virou marca de chocolate, diga-se passagem). Tudo isso, porém, não pôde ser propriamente registrado. A bateria da câmera acabou, e não achei nenhum lugar onde pudesse recarregá-la. Então, só consegui tirar 2 fotos, que foram mais aleatórias do que eu gostaria. Bem, que seja então. Aí estão:


Acho que é um dos museus.


Havia uma exposição sobre o Egito, aí colocaram essa estátua gigante próxima ao museu para divulgação.

Além do problema com a bateria, também estava com muito sono, pois não havia dormido na noite anterior (questão de logística+orçamento). Peguei um bonde que ciculava pelo centro, passando por alguns pontos turísticos, mas quase bati a cabeça no banco cochilando. Quando desci, dei de cara com um parque com grama verdinha, e um monte de gente descansando, fazendo pique-nique, lendo, etc. Não pensei duas vezes, deitei e dormi. Foi ótimo! Mas só passei um dia na cidade, e à noite já peguei o trem pra Budapeste, onde teria novamente uma cama e um teto.

Mal sabia eu que, 3 dias mais tarde, estaria absolutamente fascinado pela cidade. Nada poderia ter me preparado para o que veria. Desta vez deixo de lado as datas e as curiosidades, e me proponho a roubar o fôlego de vocês com as imagens de Budapest.


Começando o paseio pelo centro. Ruas tranqüilas.


Moderno café na antiga cidade.


Rua de pedestres que "esconde" a catedral de São Estevão.


A catedral de São Estevão.


Jardim próximo ao rio Danúbio. Lá no fundo o castelo visto parcialmente.


Domingo, dia de feira. Banquinha com comidas típicas.


A ponte mais famosa. Primeira ligação entre Buda e Pest.


A colina em Buda, onde fica o castelo.


O castelo Vajdahunyad, nos "confins" de Pest.


O castelo Vajdahunyad à noite. Esse sim um verdadeiro castelo. Lindo!


O castelo em Buda.


De cima de uma colina em Buda, de onde se vê o Danúbio separando Buda e Pest.


Em um parque em Buda. Ao fundo o castelo.


Eis o castelo de Buda, que assim como em Praga não é bem um castelo, mas um conjunto de edifícios administrativos mais igreja(s) que datam da Idade Média.


O Bastião dos Pescadores. Um dos meus locais favoritos.


Arquitetura peculiar e marcante.


O prédio do Parlamento Húngaro.


O Danúbio, refletindo o azul do céu, separado deste por uma faixa dourada dos edifícios em Pest ao pôr-do-sol.


A silhueta de Buda e o tom rosado do Danúbio ao pôr-do-sol.

Depois de maravilhar-me com a capital da Hungria, rumei para o último destino do mochilão: a Croácia. Pois é, para mim também era muito estranho pensar que iria para a Croácia. Mas, vi algumas fotos na internet que me interessaram muito e, afinal, estava já tão perto... Então parti, com belas recordações e uma grande missão: encontrar a praia perfeita (areia branca e mar azul), já que o que se dizia pela Europa era que a Croácia era a nova "Costa Azul" do Mediterrâneo. Fui ver para crer.


Começando do começo. Chegando na capital Zagreb, cidade interessante. Essa fonte envolve uma lenda ligada à origem da cidade.


Feira de rua. Nessa hora, nada de inglês ou italiano, tive que me virar com meu alemão básico. Em compensação, foi só falar que era brasileiro que os caras se empolgaram, citaram até nome dos jogadores brasileiros! E viva o futebol.

Depois de passar rapidamente pela capital, decidi perseguir um sonho adquirido recentemente: conhecer as águas dos lagos Plitvice, no interior do país, mais ou menos a meio caminho entre a capital e o litoral. Foi uma das melhores decisões que já fiz. É inacreditável.


Um barco leva os visitantes até o outro lado do lago, de onde se começa a trilha pelo parque.


E o show começa.


O parque é patrimônio cultural da humanidade, e tudo é proibido (inclusive nadar, obviamente). Só se pode andar pelas trilhas delimitadas, que normalmente incluem passagens sobre as águas, como esta.


Alguns locais são sinalizados (placa com o nome da cachoeira).


São vários tons de verde.


Incrível.


Pra ajudar a entender, uma placa com o esquema geral do parque. São vários lagos, em diferentes altitudes, interconectados por cachoeiras. Não bastasse tanta sofisticação da natureza, a água ainda é incrivelmente límpida e tem um tom esverdeado. A trilha vai do lago mais baixo até o mais alto.


E olha que minha câmera é super básica.


Alguns lagos são bem grandes.


Depois de 1h30 de caminhada (subida, com mochilão nas costas), cheguei ao último lago. Felizmente, havia um ônibus para levar de volta à entrada do parque.

Depois dessa experiência única, estava realizado. Ainda assim continuei na minha grande missão: a busca pela praia perfeita. Peguei o ônibus para Split, uma cidade litorânea.


A cidade é muito antiga, e remonta ao Império Romano. De fato, foi originada em função do palácio de Diocleciano (antigo imperador romano), localizado à beira-mar, cujas ruínas dividem espaço com o moderno calçadão.


A vista do calçadão, enquanto eu deixava o centro para trás, em busca da praia perfeita.


Começando a me animar com os resultados da busca. A água já estava boa, mas ainda havia pedras em vez de areia.


Após 1h30 de caminhada (ainda com mochila nas costas), decidi que isso era o mais perto que chegaria do meu ideal. Bem, decidi baixar a montaria ali mesmo.


Até que não era nada mal.


A água estava na cor certa, e apesar de algumas pedras até que tinha areia branca. Pena que durou pouco. Já no final da manhã o tempo começou a fechar, e decidi iniciar a caminhada de volta. Não sem antes dar um mergulho, claro. Que água gelada!


Voltando a Split, olhando para a marina.


A cidade é até simpática, prensada entre o mar e as montanhas. Nesta foto se vê a torre dos sinos, símbolo da cidade.

Então, com o tempo fechado, o dinheiro acabando, e a validade da passagem de trem quase expirando, tive que abandonar o paraíso e começar a jornada de volta pra casa, na Itália. E lá fui eu, pegar trem após trem. Uma boa surpresa na volta foi atravessar a Eslovênia, onde testemunhei paisagens bem bonitas.


Na fronteira com a Eslovênia, parada para verificação de passaporte. Tudo OK.


Interior da Eslovênia.


Fiquei realmente surpreso com as belezas naturais.

Depois disso consegui chegar são e salvo em Como. Ali ficaria ainda por uma semana antes de inicar uma outra jornada, desta vez pela Europa Ocidental. Mas essa fica pra próxima postagem. Aguardem!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Paris, je t'aime!

Paris é absolutamente deslumbrante! Toda a fama da cidade se revelou verdadeira: dos cafés às luzes, do charme ao romance. Andando pela cidade, freqüentemente eu me perdia no tempo, admirando cenas que eu parecia já gostar antes mesmo de tê-las visto. Ainda bem que eu tinha bastante tempo! O motivo da viagem foi uma conferência chamada Passion (que acontece anualmente nos EUA, e esse ano resolveram fazer em várias cidades do mundo), que duraria uma noite e tem como público-alvo estudantes universitários. E já que eu ia pra conferência, resolvi ficar lá mais uns dias pra conhecer. Acabei ficando por uma semana, e sem arrependimentos!

Por motivos desconhecidos, o que eu mais queria ver na cidade era a torre Eiffel. Por isso deixei pra depois, pra poder passar bastante tempo (pois no primeiro dia tinha a conferência à noite). No meio tempo, comecei a "perseguir" a torre com fotos, de diversos pontos da cidade.


A primeira foto que tirei em Paris, no jardim do Palácio do Louvre. Olha lá a Torre!


O tempo estava sempre nublado o que, combinado com o tradicional cinza dos centros urbanos, criou condições muito propícias para fotos do tipo "envelhecidas", como essa (no mesmo jardim).


Uma auto-foto improvisada, tirada de repente, mas que acabei gostando. Tava começando a chover.


Numa escadaria do bairro de Montmartre, onde fiquei hospedado.


A famosa Basilique du Sacré Coeur (Basílica do Sagrado Coração), no famoso bairro de Montmartre.


Uma visão mais ampla da Basílica, com o gramado e as escadarias sempre cheios.


Essa é pra quem assistiu "O Fabuloso Mundo de Amelie Poulain".


Moulin Rouge! Hum... nada do que se orgulhar aqui.


Palais Garnier (Palácio Garnier), ou Ópera Nacional de Paris.



Eu disse, deslumbrante...


...pontes e palácios no meio da cidade. Por que será que chamam de "Cidade das Luzes"?


O palácio da prefeitura.


A caçada continua... uma hora chego lá! O prédio à frente da Torre é a Escola Militar.


Cheguei! E parei. Fiquei a tarde toda...


Como não podia deixar de ser.


Até achei alguém pra fazer uma foto de verdade! Ou não, afinal a foto saiu meio assim, digamos, fora do comum (pra não dizer torta, etc.)


Alguns acham que a torre é muito grande, outros que é muito pequena. Bem, aqui está uma foto de referência. Eu acho que ela é muito grande! Olhe as pessoas em comparação com um dos pés da Torre.


No topo da Torre Eiffel!


O Jardim do Campo de Marte, entre a Torre e a Escola Militar. No fundo uma outra torre, dessa vez um prédio comercial (Montparnasse).


No observatório da Torre, existem indicações da direção de várias cidades no mundo. Aqui esta Brasília, lado a lado com Buenos Aires.


Fiquei lá em cima até escurecer, pra tirar fotos noturnas da cidade. Um pôr-do-sol bem tímido...


O rio Sena, com suas pontes iluminadas. Acima e à esquerda, o Arco do Triunfo.


Vista geral do centro. É possível ver o Louvre, a Notre Dame, o Odéon, etc. Se vc souber onde fica, é claro.


De hora em hora a luz amarelada da Torre é complementada por luzes do tipo pisca-pisca, que dão um efeito muito bonito. Eu estava de costas para a torre quando elas acenderam, mas pude perceber pela reação do público, que comemorou com um "Oh!" entusiasmado.


Voilà


Da Torre segui para o Arco do Triunfo, que pra mim fica bem mais interessante à noite.


Se bem que o mais interessante aqui não é o Arco propriamente, mas a avenida que começa (ou termina) aqui, a Avenue Champs-Élysées (Avenida Campos Elíseos? Fica estranho traduzir, mas é mais fácil para os brasileiros se referirem ao nome em português). Era por volta de meia-noite, mas tinha muita gente na rua! Um charme.


Fugindo do óbvio: a periferia da cidade, um charme diferente. O pessoal jogando pingue-pongue numa pequena área verde.


Bassin de la Villette, um lago retangular totalmente artificial na parte nordeste da cidade. Aqui há um complexo de salas de cinema que, pelo que entendi, se localiza tanto em uma como na outra margem. Nessa foto se vê uma parte do complexo, o edifício térreo envidraçado do outro lado do lago.


Um homem preparando seu barquinho de controle remoto, e seu cachorro fazendo pose pra foto.


Uma Torre Eiffel alternativa.


O Canal Saint Martin. Um canal que provem do lago citado acima, e que corta a cidade até chegar ao Sena.


O canal acaba criando cenas inusitadas na cidade (vejam como boa parte da água está acima do nível das ruas).



Detalhe das lojas coloridas no piso térreo dos prédios.

De volta ao circuito turístico: O Louvre, um museu muito camarada!

Motivos:
  • É permitido tirar fotos (sem flash).
  • Não é necessário colocar suas tranqueiras num armário antes de entrar (esse serviço geralmente oferecido nos museus pode ser conveniente, mas também é muito chato. Além de filas e horários de funcionamento próprios, às vezes você simplesmente quer carregar sua mochila, bolsa, etc. Porém, uma dica pra quando for visitar museus: deixe suas tranqueiras no hotel!)
  • Jovens até 26 anos têm entrada líbera às sextas-feiras à noite. Tudo bem, eu já vi melhor que isso em outros museus. Porém, sempre é necessário retirar o bilhete e, pra isso, enfrentar a fila da bilheteria. No Louvre não! É só ir direto pra entrada das coleções, e no máximo vão te pedir um documento pra provar a idade.

O arco que separa o jardim e o museu (atrás do arco).


O Louvre é visualmente reconhecido pela pirâmide de vidro no centro do pátio externo.


Sim, essa aí mesmo. Que é, na verdade, a entrada do museu.


Para quem sempre teve (assim como eu) curiosidade de saber o que tem embaixo da pirâmide!


A Vênus de Milo, que é na verdade a Afrodite de Milo! Descoberta em 1820 na ilha grega de Milos, esculpida provavelmente em 130-100 A.C.


Estátua sentada de Ramses II, e uma janela pela qual ele nunca olhou...


A fantástica obra de Canova: Psyché e o Cupido, ou Psyché reanimada pelo beijo do amor (1787-1800).


Ah, então, essa é a Mona Lisa. E isso é o mais perto que se pode chegar dela! É uma pintura realmente interessante. Existem duas teorias (de acordo com o guia do museu) sobre o sorriso intrigante: 1-Ela sorri porque está feliz com o nascimento do segundo filho e a mudança para uma nova casa. 2-O sorriso foi uma brincadeira do Da Vinci por causa do sobrenome dela, Gioconda, que em italiano significa "alegre".


Na saída do museu, no fim de tarde.

E pra completar a experiência, fui até pra Disney! Afinal, sempre tem uma primeira vez, e apesar de já ter ido aos E.U.A. algumas vezes, nunca fui na Disney.


A entrada do parque. Disney!!!


O mundo de Alladin!


O famoso castelo da Cinderella. Eu acho...


O vitral do castelo. Parece uma igreja, mas é uma ilustração da Cinderela!


O interior do castelo. É tudo faz-de-conta, mas é muito bem feito!


A Grande Parada!

De volta à cidade, para conferir o que faltou:


O rio Sena e a catedral de Notre Dame (ou Nossa Senhora).


A Catedral em dia de missa.


O interior da Catedral, muito linda!


A foto não ficou muito boa, mas queria mostrar mais do interior.


Mais um vitral, tudo muito lindo!


A iluminação é excelente, e o resultado é lindo.

E como imagens dizem mais que palavras... encerro aqui. Até a próxima!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A Invasão Ibérica

Desta vez pelo Flávio, porque os mouros já tiveram sua chance...

Faz quase um mês que retornei da viagem a Portugal e Espanha, mas eu sempre soube que seria necessário muito tempo pra descrever a experiência. Depois de descarrgar as fotos no computador, descartar as mal-sucedidas e escolher as melhores pra expor aqui, começo o longo processo de carregar as fotos no site e acrescentar as respectivas e respeitáveis legendas (afinal, estas exigem um pouco de pesquisa). O melhor disso é poder relembrar a jornada, narrada a seguir.

Tudo começou com o famoso vôo low cost de Milão para Girona, a 85 Km de Barcelona, onde cheguei por volta das 22h. Por razões bem conhecidas pelos meus colegas desbravadores da Europa eu passei a noite no aeroporto, onde todos tínhamos total liberdade de ocupação do espaço numa tentativa bastante corajosa de dormir a maior quantidade de tempo possível, entre o último vôo da noite e o primeiro da manhã seguinte. No meu caso o primeiro ônibus da manhã seguinte, que me levaria à cidade de Girona (a 25 Km do aeroporto) de onde tomaria o trem até Barcelona. Eu até que consegui dormir por 2 horas, antes de pegar o ônibus às 6h30. Cheguei em Girona às 7h00 da manhã.

Mochilão nas costas (pesando cerca de 10 Kg), tive a idéia de andar um pouco pela cidade, em vez de ir direto a Barcelona. Acho que valeu a pena!


Depois de um tempo morando na Itália, achei que já tinha visto o suficiente de igrejas, mas essa me surpreendeu. Achei muito bonita.


Em uma das ruazinhas, me deparei com essa "janela" que é na verdade uma pintura.


Atrás da Catedral. Ainda não descobri se era a própria catedral vista de trás ou um dos prédios que fazem parte do monastério que data do século XII.


Como toda boa cidade medieval, Girona também teve sua muralha. Ainda bem conservada, onde se pode andar e admirar a vista da cidade e dos arredores como nesta foto. Achei interessante esse jardim elevado, praticamente na mesma altura da muralha.


Aqui se vê bem uma parte da muralha, bem como o interior e o exterior da cidade antiga.


Cheguei no dia de San Jordi, o padroeiro da Catalunya. É o dia mais comemorado na região, quando os homens dão rosas às mulheres, que dão livros aos homens. Assim, as ruas ficam tomadas por bancas de rosas e de livros.


Casas às margens do rio Onyar. Cena típica da cidade de Girona.

Depois de passar a manhã em Girona (reparem que na maioria das fotos não tem ninguém mais, devido ao horário insólito do passeio), peguei o trem pra Barcelona. Eu já esperava a pitoresca obra de Gaudí, porém a cidade se revelou ainda mais extravagante em vários outros aspectos.


Começando pelo começo: Barcelona é sinônimo de (mas não somente) Gaudí. Essa é a Casa Batlló. Infelizmente eu não tenho uma foto boa, porque a essa altura eu já estava esgotado de carregar a mochila. Logo depois disso eu resolvi colocá-la num armário numa estação de trem, o que salvou o dia.


E essa é a Pedreira (Casa Milà), outra obra de Gaudí.


Voilà a obra-prima de Gaudí, a trabalhosa e inacabada Catedral da Sagrada Família.


Um dos vitrais da Catedral.


As famosas torres (e as obras que fazem parte da conclusão da Catedral).


Foi quando meu cabelo começou a se rebelar...


Detalhe das inscrições na torre: Sanctus


Detalhe do topo das torres laterais. Parece uma chaminé onde foram caindo e acumulando frutas, ou cereais...


A escada por onde se desce. Sem corrimão, e extremamente estreita.


O interior da Catedral.


E a outra fachada.


Torre Agbar, aqui vista do topo da Catedral. O formato é um pouco polêmico, porém certamente de arquitetura sofisticada.


À esquerda, a torre vista de perto. À direita o interior, com os vidros coloridos nas janelas. As cores são bem vistas do interior durante o dia e do exterior durante a noite, quando o prédio se ilumina por dentro. Na foto da esquerda é possível ver um pouco o efeito das cores (azul e vermelho).


O Arco do Triunfo (Arc de Trionf).


Próximo ao Arco há o Parc de la Ciutadela. Um local muito agradável, onde muitos descansam, cochilam, conversam ou se reúnem com os amigos para tocar violoncelo, flauta transversal, etc. E tocavam muito bem!


O famoso mercado La Boqueria, na super movimentada avenida la Rambla. Típica cena: o mercado, uma multidão querendo atravessar a rua, e o táxi preto e amarelo como todos na cidade, tentando estacionar onde as pessoas esperam para atravessar.


O mercado, considerado um atração imperdível pelos guias turísticos, contém cenas de dar água na boca.


Uma das minhas preferidas. Vários tipos de sucos.


É claro, Barcelona também tem o Mediterrâneo! E um pier nada convencional, obviamente.


As praias não são tão bonitas quanto no Brasil, mas são muito organizadas e limpas. Além disso as redondezas costumam ser bem agradáveis. Nessa foto dá pra ver duas torres comerciais e a cobertura dourada em formato de peixe (acho que é o topo de um restaurante, ou clube). O "pontinho" preto na água é um cachorro que nadava muito bem.


No fim de uma tarde fui ao Parc Güell, outra obra do Gaudí.
Pra chegar lá tem uma subida enorme, mas isso foi devidamente remediado com várias escadas rolantes!



O local mais freqüentado do parque, os banquinhos cheios de mosaicos, marca registrada do Gaudí. Dali se tem uma panorâmica da cidade.


Sentado nos banquinhos pra fazer o piquenique básico.


Duas casas que fazem parte do parque. Parece um conto de fadas.


Na verdade, tudo que Gaudí fez parece meio surreal.


Acho que ele devia se divertir muito trabalhando. O parque foi idealizado como um espaço de lazer e entretenimento para os cidadãos.


O portão é de metal, mas é idêntico ao resto do muro, feito de pedras.


No meio do caminho tinha uma árvore. E Gaudí fez questão de mantê-la no seu lugar no projeto final.


A casa onde Gaudí morou. Curiosamente, foi projetada por um outro arquiteto.


Alguém aí assistiu "O Albergue Espanhol"? Pois é.


Fato: o Mediterrâneo é sempre lindo! E aqui ficou melhor ainda com uma praia de areia, e não de pedras. Porém, ele ainda é muito frio a maior parte do ano. Essa praia é na verdade na cidade de Badalona, bem próxima de Barcelona.


O passeio à beira-mar de Badalona, onde a vida noturna costuma ser bem agitada. Aqui também foi onde eu comi pela primeira vez Tapas, o nome genérico dos aperitivos na Espanha.


Depois de toda a extravagância, a sobriedade do Bairro Gótico.



É como um colírio.


E, um pouco fora da rota turística da cidade, o parque com jardins de labirinto (esqueci o nome do parque).


Eis o labirinto! E não é que eu me perdi mesmo?
Esse foi o cenário de um filme bem famoso, que eu não me lembro agora...



Ainda bem que colocaram o aviso de "Proibido nadar", afinal o tanque é muito convidativo...


Vista do Palau Nacional (Museu Nacional de Arte Catalã), a partir da Plaça d'Espanya. Lá no fundo, aos pés do Palau, já se vêem sinais da Fonte Mágica.


Eis a fonte!


O Palácio/Museu.


Ao entardecer, inicia-se o espetáculo de cores e sons: as "muitas águas" da fonte acompanham a música que preenche todo o ambiente e entretem uma multidão de turistas. Sem dúvida, um dos meus lugares preferidos em Barcelona (juntamente com o Parc Güell). No fundo e ao centro, o Monte Tibidabo, em cujo topo há uma igreja e um parque de diversões (eu achei isso fascinante).

Para os mais atentos, que repararam no idioma que apareceu nos nomes dos lugares em Barcelona e Girona: na Catalunha se fala, antes de tudo, o Catalão. Que não é um dialeto do Espanhol, mas um idioma como o Francês, o Italiano, etc.
E depois de uma passagem fantástica por Barcelona, que venha Portugal! Começando pela cidade do Porto.


O Oceano Atlântico!


Eu, a cidade do Porto, e a ponte que liga Porto e Gaia. Ah é, deixei o cabelo em Barcelona!


Acho que são réplicas das históricas embarcações que traziam o vinho desde as regiões de cultivo (as quintas) até as cavas, pelo rio d'Ouro.


Duas igrejas, uma não tem nada a ver com a outra. No meio, a casa mais estreita da cidade do Porto (onde morava um clérico de uma das igrejas).


Mais uma vez o Atlântico. Olha, ali do outro lado fica o Brasil!


Que vida difícil!


O pôr-do-sol

Depois de um dia fascinante na cidade do Porto, rumei para Coimbra, uma cidade famosa por sua universidade, mas com um papel de destaque na história de Portugal.


Essa é a Sé Velha, exemplo do estilo Manuelino (basicamente é esse "remendo" acrescentado na fachada, para descaracterizar ou disfarçar o estilo muçulmano).


Universidade de Coimbra, a terceira mais antiga da Europa. Entrada do prédio principal.


A antiga biblioteca da universidade. Aqui dá até vontade de estudar! Alguns livros datam de 1200. Muito antes de Cabral chegar no Brasil...


Recuperação da igreja soterrada pelas enchentes do rio Mondego.


Ponte de pedestres sobre o Mondego, em homenagem ao amor de Dom Pedro e Dona Inês.


Ao fundo, no topo, a Universidade de Coimbra. A cidade é muito bonita.


Mais um exemplo do estilo Manuelino.


Um jardim próximo ao centro. Dizem que foi projetado instantaneamente, tendo sido esboçado sobre a própria mão do projetista.


Cena típica das nossas viagens. A Natali lendo as informações do guia em voz alta, achando que todo mundo presta muita atenção. Eu tirando fotos, geralmente auto-fotos. Enquanto escuto, é claro, a leitura do guia.


Praça do Comércio (1775)


Elevador de Santa Justa, ligando a parte baixa à alta.


Estação do Rossio. Logo ao lado fica o hotel de "Primo Basílio".


Prédio projetado para parecer uma caravela (como se ela estivesse em pé).


Teleférico e ponte Vasco da Gama, no Parque das Nações.


Mosteiro dos Jerônimos, no bairro do Belém.


À esquerda, o Padrão dos Descobrimentos. Mais no fundo, a ponte 25 de Abril (antiga Salazar).


Em frente ao Padrão, o mapa-mundi compõe o pavimento. Eu numa tentativa mal-sucedida de apontar Anápolis no mapa...


Cena pitoresca: um navio, uma ponte "irmã" da Golden Gate, um Peugeot 206, um casal passeando à beira do Tejo, e lá no fundo à direita o Cristo.


A Torre de Belém. Daqui saíram as caravelas que chegaram até nós! Ah, aqui pertinho se vende o famoso Pastel de Belém, delicioso!


O Palácio da Pena (próximo à cidade de Sintra), expoente do Romantismo do século XIX. Simplesmente fascinante!


Uma combinação de diversos estilos e cores, onde a família real costumava passar o verão.


E o cantinho que encontramos pra fazer nosso piquenique. Nada mal (reparem no mar lá no fundo, e uma praia de areias brancas).


O Palácio visto do ponto mais alto do Parque da Pena (o imenso jardim onde o palácio está situado). Não só o palácio tem várias cores, como a vegetação tem vários tons de verde.


Novamente o palácio, com vista para o mar e tudo. Eu diria que a família real sabia muito bem ser nobreza, apesar de não saber reinar muito bem.

Mais uma vez vários tons de verde. O parque reúne vários tipos diferentes de vegetação, de várias partes do mundo.


E a cidade em si também é muito charmosa.


Aqui o Palácio Nacional de Sintra, um outro local de hospedagem da realeza do século XV ao XIX.

Após a passagem extremamente agradável por Portugal retornei à Espanha, dessa vez em Madrid. Cheguei em uma data muito interessante, o 2 de Maio, com muitas comemorações e eventos abertos ao público. A data marca o dia em que a população de Madrid se revoltou contra a dominação francesa. E especialmente esse ano comemorou-se o bicentenário.


Os preparativos para o espetáculo que seria apresentado em uma das praças.


O espetáculo começa, contando com um público imenso. Um ator pendurado por um guindaste representa o exército francês. Foi um espetáculo impressionante! E como o nacionalismo é visível nos madrilenhos.

video
Uma pequena amostra do grandioso espetáculo.


Templo Egípcio de 2.200 anos, presenteado à Espanha pela ajuda na recuperação de descobertas arqueológicas no Egito.


O Palácio Real, lado norte.


O Palácio Real, lado sul.


A Catedral de la Almudena, fachada.


Catedral de la Almudena, por trás.


Praça da prefeitura.


Plaza Mayor


Palácio das Comunicações


Biblioteca Municipal


Porta de Alcalá


Estação Atocha


O interior da estação, parece uma floresta.


E depois de longas horas no Museu do Prado (maravilhoso), um ótimo local pra descansar e fazer um lanchinho.


E aparentemente eu não fui o único a ter essa idéia...

Dois países a mais na memória, dois a menos na lista de destinos. Cada um com sua própria imagem, ambos surpreendentes e inesquecíveis. Valeu a pena!

Dessa vez não deu pra perfumar as legendas das fotos com muitas datas, detalhes e informações. Mas acho que foi o suficiente pra começar uma pesquisa mais a fundo, a quem interessar possa. E foi o melhor que pude fazer, afinal já tem mais coisas na lista para serem publicadas. No último fim de semana fui pra Toscana, que dizem ser a região mais bonita da Itália. E amanhã estou indo para Paris! Mas não é só moleza não, hoje à tarde (domingo) estava fazendo trabalho. Mas isso não merece foto nem descrição no blog! =D

E por tudo isso sou muito grato a Deus, que continua mantendo tudo sob controle. E começo a sentir vontade de voltar, o que é bom porque a hora está quase chegando. Tudo no tempo certo! Pronto.

sábado, 10 de maio de 2008

Por um amor inestimável





Mãe, te amo!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Meu querido diário (hein?!)

Só pra constar: na última postagem eu ventilei a hipótese de que o sábado à tarde seria o dia mais cheio da lavanderia. Pois bem, me enganei. O dia mais cheio é a segunda à tarde, isso sim...

Depois de ter escrito sobre a Grécia, é meio difícil escrever sobre "nada". Quer dizer, desde então não fiz nada de muito excepcional, a não ser em relação às aulas e estudos (sem querer diminuir a importância dessa área, claro. Mas não acho que seja relevante agora). Enfim, acho que vou ficar meio ocupado nas próximas duas semanas, então resolvi colocar algumas fotos da recém-chegada ( e logo interrompida) primavera!


As árvores têm muito mais flores do que folhas. De longe a árvore parece um grande bouquet.


Onde está Wally? Olhe bem que você me acha! (Foto tirada pela Dani)

E entre flores e sorvetes, me passa pela cabeça que daqui a mais ou menos 4 meses estarei de volta ao Brasil!
E a quem interessar possa, eu investi em mais uma tentativa de fazer uma galinhada decente. Dessa vez ficou melhor, e eu até coloquei açafrão! Mas, como sempre, esqueci o sal. No final, o pessoal gostou muito, e eu estou me especializando em galinhada. Se bem que no sábado fiz arroz, feijão e bife. Ficou bem estranho, o feijão aqui é diferente, mas deu pra matar a vontade. Será que eu estou com saudades da comida brasileira? Imagina...


Eis! A famosa galinhada do Flávio (apesar de alguns insistirem em chamar de galinada, pollada, etc.)

E amanhã dou prosseguimento à minha exploração da Europa. O destino? Surpresa! Aguardem...

sábado, 15 de março de 2008

E não é que tão falando grego!

Minha lista de atividades de hoje diz que tenho que lavar roupa. Mas é sábado à tarde e deve ser o período mais lotado da lavanderia, então acho que vou ficar em casa escrevendo e atualizando as fotos. Afinal, não é pouca coisa ter passado o fim de semana na Grécia!

Durante toda minha vida eu escutei a expressão "Será que eu to falando grego?" querendo dizer algo do tipo "Você não entendeu o que eu disse?". Mas dessa vez eu experimentei o sentido mais literal da expressão, e pela primeira vez na vida cheguei num lugar onde eu realmente não entendia nadinha de nada do que estavam falando. Mas para o bem de todos e felicidade geral da nação, a maioria das pessoas ali fala inglês (com muita ou pouca qualidade, mas tudo bem). As companheiras de viagem: Dani e Natali. O destino: Atenas.


Chegada no aeroporto de Atenas: as informações escritas em grego eram ilegíveis...
Foto cedida gentilmente (e inconscientemente) pela Dani.

Pra começar a falar de Atenas é conveniente deixar claro que existem praticamente duas cidades (não fisicamente falando, porque a cidade é uma só): a antiga, composta de todas as ruínas que datam da Antiguidade e que carrega um legado cultural gigantesco; e a moderna, com todas as características observáveis na capital de qualquer país digno de ser membro da União Européia. Isso sem falar da recauchutagem que a cidade teve pra hospedar os jogos olímpicos de Atenas, em 2004. Pois bem, começo falando da moderna Atenas.

A cidade lembra muito o Brasil, em especial São Paulo, principalmente em termos de ocupação do espaço e de construção civil. Os prédios amontoados, com um estilo mais caracterizado pela falta de estilo (apesar de a arquitetura grega antiga ser maravilhosa), dão uma aparência bem diferente das outras capitais européias. A principal diferença quanto ao Brasil é que não existem prédios muito altos, e a maioria das construções apresenta cores básicas, como branco ou areia. Quando olhada de cima, a cidade é praticamente branca. E como o céu é quase sempre azul, o que se vê em geral é uma combinação de branco e azul, propriamente as cores da bandeira da Grécia (detalhe oportunamente percebido e comentado pela Dani). Aliás, uma outra característica do pais é o clima sem chuvas, com muitos dias de sol brilhante e céu azul. Isso juntamente com a vegetação escassa e o relevo acidentado o diferenciam ainda mais do resto da Europa, i.e. a Grécia tá mais pra lá do que pra cá (mais ao oriente, com cara de Turquia, Síria, Israel, etc).


Atenas vista do alto: branco e azul. Bom, neste caso tem um monte de verde também.

O trânsito é caótico, não exatamente por congestionamentos mas pela falta de ordem. A faixa de pedestres é totalmente inútil, e atravessar a rua significa desafiar os carros que estão virando. Talvez pela falta de ordem as bicicletas não são tão populares em Atenas, e eu não me recordo de ter visto nenhuma. Em compensação as motos fazem a vez, e os motoqueiros são bem engraçadinhos. Pra vocês terem uma idéia, uma cena que presenciamos no dia em que chegamos:


O cara empurrando a moto no meio do cruzamento super movimentado.
Mais uma foto da Dani.

No primeiro dia só tivemos tempo para uma volta rápida pela cidade, à noite (porque chegamos lá já no final da tarde). A vida noturna é bem agitada e as ruas são cheias de gente passeando, jantando nas mesinhas externas dos restaurantes ou tirando muitas fotos, afinal a quantidade de turistas é enorme.


Nosso primeiro churrasquinho grego. É claro que aqui se chama só churrasquinho... hahaha. Na verdade, se chama gyros (e tem em São Paulo também, a quem possa interessar).


A praça onde fica a prefeitura, que é um desses prédios iluminados.


Mesinhas de restaurante na rua. No outro quarteirão estavam todas cheias.


De repente, a Acrópole. De vários pontos da cidade é possível vê-la. Essas colunas em primeiro plano são parte das ruínas da biblioteca de Adriano.


No fundo, a Acrópole (imagino que todos saibam que acrópole = cidade alta).

No segundo dia começamos nossa exploração pela cidade, e já íamos registrando o que aparecia pelo caminho:


No mercadão, a seção de frutas. Nunca vi frutas tão perfeitas! Muito bonitas.


Tinha algum tipo de exposição na cidade, com corações de vários tipos. Esse acompanhava um soldado com as roupas típicas da grécia (os soldados que guardam o parlamento ainda as usam, e fazem da troca de guarda um ritual).

Já a Atenas histórica, é outra história. Não que seja realmente distinta da cidade em si, até porque lá o antigo e o moderno estão complexamente intrincados.


Uma estação do metrô praticamente dentro da Ágora, em meio a ruínas que datam da Antigüidade.

E por isso mesmo é tão fácil visitar as atrações da cidade, porque tudo fica a uma distância pequena o suficiente para ser percorrida a pé. No segundo dia, fomos conferir os locais históricos mais importantes:


Começando o tour: ruínas da biblioteca de Adriano (construída em 132 DC) fazem parte da Ágora Romana.


Vista da Ágora Antiga (não a Romana). Lá no fundo, o templo de Hefesto.


Na subida para a Acrópole, vê-se o teatro de Herodes Atticus (construído em 161 DC). O palco e os assentos são de mármore, com capacidade para 5.000 pessoas.



Chegando no topo da Acrópole. Na entrada, o templo de Atenas Nike (deusa da vitória, e nome no qual foi inspirada a marca de tênis da empresa ameircana), construído em 420 AC.


Depois de chegar de fato na Acrópole: o monte logo atrás é o Philopappou, onde estão alguns monumentos. inclusive o que se acredita ter sido a prisão de Sócrates. Mais ao fundo é possível ver o mar (golfo sarônico).


Finalmente, o Partenon! Feito de mármore, no período de 447-432 AC.


Face oeste do Partenon, templo dedicado à deusa Atenas (assim como o nome da cidade).


Ainda o Partenon. Pena que tinha muitos andaimes e equipamentos para restauração.


O teatro mais antigo do mundo: Teatro de Dionísio. Originalmente feito de madeira, reconstruído em mármore no século IV AC, acredita-se que tinha capacidade para 17.000 pessoas. Aqui os mais famosos poetas gregos da antiguidade, como Euripides e Sophocles, viram executadas suas peças no século V AC.


Ao norte do Partenon fica o Erechtheion, constrído em 420-406 AC no local mais sagrado da Acrópole, onde de acordo com a mitologia a deusa Atenas plantou uma oliveira.


Na face sul do templo, o balcão possui pequenas estátuas que sustentam a cobertura, chamadas de Cariátides.


Face leste do templo.


O templo e o observador. Essa é uma grande porta na face norte do templo, que eu fiquei um tempo observando na tentativa de imaginar os gregos antigos passando por ali.


E finalmente a face leste do templo, com a famosa oliveira plantada por Atenas - ou quase. A oliveira original teria sido destruída pelos Persas, mas teria brotado de novo milagrosamente após sua expulsão. Então tá...


Jardim de oliveiras, onde eu fiquei tentando visualizar o monte das oliveiras, hahaha.


Depois da Acrópole, fomos ver a Ágora Antiga: muitas ruínas, uma igreja bizantina, uma stoa e um templo muito bem conservado. Em tempos antigos a ágora era um centro comercial, político, religioso e cultural.
PS: de acordo com meu mapa, acabamos de passar pelo local onde Paulo fez seu sermão em 51 AD, o Areópago (ou Areios Pagos). Mas eu não vi...


A Stoa de Attalos (159-138 AC). Uma stoa é definida arquitetonicamente como uma espécie de corredor coberto, limitado de um lado por uma parede e do outro por uma série de colunas. É claro que eu não sabia disso antes de ver a Stoa de Attalos, e talvez até exista uma palavra em português pra isso. Alguém aí sabe?


Mais uma vista da Ágora Antiga, com a Acrópole ao fundo.


À esquerda, a stoa. À direita, a Acrópole.


E eis que finalmente nos aproximamos do templo Efesto! O mais bem conservado da Antigüidade.


Realmente, está bem conservado.


Depois de ver a Ágora, fomos até Kerameikos. O local serviu principalmente de cemitério no passado, mas acredita-se que o nome baseia-se nos produtores de vasos que se estabeleceram nas proximidades do rio Iridanos, próximo ao local (perceberam a similaridade de kerameikos com cerâmica?)


Depois de explorar o centro histórico da cidade, subimos ao monte Lycavittos para ver o pôr-do-sol e esperar a cidade iluminar-se.


E também para tirar foto dos viajantes! A luz ficou ruim, mas dá pra ver a Acrópole lá no fundo.


E aí está ela de novo.


E, pela última vez, a Acrópole!


Antes de descer, uma foto da cidade iluminada.


No caminho de volta, passamos em frente a Academia de Atenas. Essa é a estátua de Platão.


Também passamos em frente à Universidade de Atenas, fundada em 1837. Um prédio muito bonito!


A entrada da universidade. Tudo é grandioso.


Eu e a Dani na entrada da universidade.


A porta é grande, e rica em detalhes. Assim como a decoração na parede, próxima ao teto. Cada figura pintada representa um curso (escrito em grego acima da imagem). Dessas três que aparecem na foto, a mais à direita é a Teologia.


E bem ao lado fica a Biblioteca Municipal.

No terceiro dia, resolvemos ir à praia. Afinal, era domingo e o sol continuava brilhando forte, apesar de não fazer calor exatamente (cerca de 18 graus). Mas brasileiro não resiste a uma praia mesmo! Pegamos o tram (tipo o trólebus de Milão) e 1 hora depois desembarcamos no litoral do Golfo Sarônico, numa das áreas mais sofisticadas do subúrbio de Athenas: Glyfada.


A praia estava vazia.


Olha o azul desse mar!


O grupo todo.


Eu fazendo um pagode com as pedras, hehe. Foto muito bem tirada pela Dani.


O dia estava realmente muito lindo. E a água muito gelada! Mas ainda assim dei um mergulho.


Crianças, vejam o que acontece com quem não usa condicionador no cabelo! hahaha


Fomos procurar um banheiro, e encontramos um Starbucks! (Aliás, o que não falta em Atenas é Starbucks)


Depois fomos assistir o pôr-do-sol em uma outra praia.


Que foi uma paisagem fantástica!


E assim terminou mais um dia em Atenas.

O quarto dia foi reservado para conhecermos um lugar fora de Atenas. Entre as opções estavam Corinto, Maratona e Megalopoli, sendo a primeira a cidade a cujos habitantes o apóstolo Paulo escreveu nas suas cartas aos Coríntios. O fator decisivo na escolha foi um cartão-postal que vimos no dia anterior, que mostrava o canal de Corinto. Como assim tem um canal assim tão perto de Atenas? Concluímos que precisávamos ver pessoalmente esse canal, e lá fomos. O canal de Corinto atravessa o istmo de Corinto, ligando o Golfo de Corinto ao Golfo Sarônico, permitindo o tráfego de navios entre o mar Mediterrâneo e o mar Egeu. Se você cansou só de ler toda essa informação, provavelmente uma imagem vale mais que mil palavras, então aqui estão algumas:




E como bons paulistanos que somos (mesmo que não legitimamente), não é que encontramos um shopping? Sei que está meio fora de lugar essa foto, mas no caminho pra Corinto acabamos entrando num shopping que ficava do lado de uma estação de trem. Achei muito bonito e moderno (reparem nas cadeiras coloridas e no teto trasnsparente). E tinha KFC!!! Não resisti e comprei frango frito!


Chegando na cidade. Na saída da estação de trem tinha uma concessionária Volvo, um belo contraste com o pastor conduzindo suas ovelhas pela rua. Muito legal!


Vista do Golfo de Corinto.


E como brasileiro não resiste a uma farofada, olha eu aí comendo frango frito em Corinto! (O frango que eu comprei no shopping, porque descobri que não podia comer na estação e nem no trem...). Foto inconvenientemente tirada pela Dani. Brincadeira, Dani!


Eis o canal de Corinto! Com direito a flagra da passagem de um barco.


Essa ponta é a do Golfo Sarônico.


E esse é o outro lado, na direção do Golfo de Corinto.


Voltamos pra cidade andando, cerca de 6 Km. Belas paisagens!


E mais paisagens.


Eu e a Natali ao lado da placa com o nome da cidade escrito em grego e com alfabeto latino.


Pôr-do-sol no cais.


E mais uma cidade a iluminar-se! Lá no fundo dá pra ver a parte mais habitada da cidade. Reparem que eu tirei essa mesma foto de dia.

No último dia, pegaríamos o vôo de volta à Itália à tarde, então ainda tínhamos um tempinho de manhã pra ver mais alguma coisa. Decidimos ir conferir alguns locais em Atenas que tínhamos visto ainda:


O templo de Zeus. Ou melhor, o que sobrou dele. Originalmente, eram 104 colunas de 17 metros de altura.


Eu no primeiro plano, o templo de Zeus no segundo, e a Acrópole no terceiro.


O estádio Panathenaikon. Em forma de U, feito de mármore branco em 1869-1870, com capacidade para aproximadamente 60.000 pessoas. Foi utilizado na primeira edição das Olimpíadas da era moderna, em 1896.


Entrando no espírito de olimpíadas, resolvi praticar levantamento de peso! hahaha


E acabei provocando um duelo, hahaha.
Eu e a Dani praticando nosso famoso kickbox!



No estádio existe uma lista de todas as olimpíadas que ocorreram, gravadas nas placas de mármore vistas aqui no fundo.


E é claro que eu não saberia de nada disso que escrevi no blog sem o nosso guia, esse que estamos consultando na foto e que recebemos gratuitamente no centro de informações turísticas!

E assim terminou nossa empreitada pela Grécia: com muitas imagens e experiências de lugares que serviram de palco para acontecimentos que tanto nos esforçávamos pra aprender na escola. De fato, pra mim a história da Grécia nunca mais será a mesma.