- ...mas em que cidade mesmo você vai morar na Itália?
- Como.
- Como?
- Como.
- Como assim?
- Como. É o nome da cidade.
- Ah…
Agora vamos ao que interessa. Estou na Itália há cerca de 11 intensos dias. Já visitei umas 5 cidades e até outro país, a Suíça (no meio tempo tive algumas aulas, hehe). Cada dia já era suficicente pra lotar um blog, mas só hoje consegui um tempo pra escrever. Aliás, estou escrevendo agora na lavanderia, enquanto espero a máquina apitar pra eu colocar as roupas na secadora. De qualquer forma, vou tentar lembrar os detalhes das situações e descrever o mais cronologicamente possivel os acontecimentos. É possível que eu escreva algumas palavras erradas, principalmente se for muito parecida com a correspondente em italiano, porque já estou absorvendo o idioma aqui.
A Viagem
Primeiras impressões
Cheguei em Milão e já percebi uma mudança no ar (em relação a Amsterdam), um quê de “deixa as coisas como estão...” notável tanto no funcionamento do aeroporto (ninguém controlava o desembarque) como no banco em que fui descontar um Traveller’s check, onde a fila parecia ser mais uma abstração, uma opção (não, não era um monte de extrangeiros, eram italianos mesmo).
Estilo. Estilo pra todos os lados! Os italianos são muito bem vestidos, em todos os lugares (apesar de alguns elementos serem de gosto duvidoso, como as calças sempre muito justas e geralmente muito baixas dos italianinhos – como a Dani costuma chamar os rapazes). Isso se relaciona diretamente com um outro fato: os italianos são muito magros! Ok, tem um ou outro gordinho, mas a maioria é magrela, o que ajuda muito a estarem sempre chiques. Não sei se é só a proximidade com Milão, a capital mundial da moda. Um dia poderei comprovar, hehe.
Destino final
Primeiro trem. Tinha até dois andares!
Estação onde mudei de trem.
Segundo trem, mais simples...
No caminho alternavam-se áreas urbanas e rurais, sendo ambas simpáticas mas as primeiras mais notadas por causa das casas italianas. A arquitetura italiana é muito linda, então me distraí bastante no trem. De boazinha que é, a Dani ainda foi me esperar na estação em Como, me ajudou com as malas e nos guiou para o ônibus e até a casa onde eu ficaria (vou pular a parte em que fiquei preso no ônibus, porque as malas não passavam na porta...). Que, aliás, é onde ela mora atualmente, com um casal de brasileiros que mora aqui há alguns anos e que ela conheceu numa igreja evangélica aqui. Eles são ótimos, e me receberam muito bem. Minha chegada foi muito tranquila graças à Dani e a essa hospedagem. Como já era sexta-feira à tarde/noite, não dava pra eu tomar nenhuma providência até segunda, então aproveitei pra passear bastante. Aliás, nunca é tempo ruim pra tirar fotos, então mesmo com mala e cuia eu continuei tirando fotos, as primeiras em Como. Vou postar estas juntamente com outras que tirei de Como, pra dar uma idéia de como é a cidade. Então lá vem um monte de fotos!
Vista do centro com a cúpula da catedral (ou Duomo, em italiano), e um pouquinho do lago.
Mais uma do centro com lago e barcos.
Como não poderia deixar de ser, auto-foto! Eu estou na beira do lago, apesar de não dar pra ver...
Algumas casas em Como à beira do lago. Na outra margem (lá no fundo) é Cernobbio.
Reparem nos 2 patinhos no píer. =D
Só casa "feia" na beira do lago. Vou te falar...
Visão mais ampla do lago. Pois bem, esse é o lago de Como! Para quem conhece a música, não deve ter se decepcionado.
Rua que eu considero típica. Cada casa tem um jardim interno, acessível por uma entradinha arqueada geralmente no meio do prédio. São lindos (casas e jardins)!
Eu na ruazinha. Estávamos comendo Piadina, uma delícia!
Igreja do século IV. Fica no centro, dentro dos muros - Como era uma cidade murada. É impressionante andar pelo centro, me sinto num filme medieval. Assim, andar de qualquer lugar a outro é muito agradável - além de rápido, porque a cidade não é muito grande.
Detalhe do portal da igreja. Eu não entendi muito bem o que é esse sinal que a imagem de Jesus tá fazendo com a mão direita... Muito menos o quê ele tá segurando com a esquerda.
Rua à beira do lago no centro. As folhas já estão amarelando e caindo. Já faz um pouco de frio, como se vê pelas roupas. Dizem que esse ano vai nevar bastante.
Continuação da rua da foto anterior, em frente a uma sorveteria, a primeira onde experimentei o sorvete italiano. Sem palavras! Ai, meus quilos a mais...
Cachorrinho "secando" o sorvete da dona. Teve uma hora que ele até levantou a patinha...
Piazza Cavour, centro de Como. É muito legal pra tomar um sorvete. É tranquilo andar pela cidade à noite.
Vista do centro a partir do parque... esqueci o nome do parque. Mas dá pra ver a cúpula da catedral (Duomo).
Vista do Tempio Voltiano à esquerda (que fica naquele parque que eu esqueci o nome) e da Villa Olmo à direita.
Finalmente, o Duomo! E o uomo na frente sou eu... kkk. Foto cedida gentilmente por Danielle Camilato, que teve o trabalho de fazer uma panorâmica. Valeu, Dani!
Ai, meus quilos a mais de novo!!! Qualquer comida aqui é boa, o que torna incompreensível pra mim a magreza dos italianos. Pelo menos aqui perto de Milão, né...
Eu na Suíça. É muito engraçado falar em ir na Suíça, porque é muito perto. A casa em que fiquei hospedado nos primeiros dias é do lado da fronteira, a gente foi andando pra Suíça! Aliás, se tiver indo pra casa de ônibus e cochilar, vai parar na Suíça! Achei o máximo.
Moradia
Uma coisa que deixava alguns espantados era eu vir pra Itália sem ter um lugar pra morar. De fato eu não tinha muitas opções (apesar de eu ter conversado bastante no Brasil pela internet com um rapaz italiano que estava alugando um quarto em Como), mas pelo menos a reserva no albergue em Milão e, na última hora, a oferta pra ficar por uns dias na casa que a Dani mora. Acontece que um dia antes de embarcar em São Paulo recebi um e-mail com uma oferta inacreditável de uma vaga num flat do lado da faculdade, com um preço muito acessível. Aliás, eu jamais conseguiria nada tão em conta na cidade. E-mail pra lá, e-mail pra cá, confirmei o interesse pela vaga, fiz o depósito (mais uma vez a Dani ajudando) e garanti o lugar.
Sinceramente, não acho que ninguém consiga morar mais perto da faculdade! E pagando muito barato! Num prédio super novo, que ouvi dizer ser um dos melhores. No dia que resolvi tudo, o que mais escutei foi: "Como você tem sorte!". Mas eu tenho certeza que não é sorte. Eu sei que Deus preparou tudo isso. E tem mais: não só preparou como também disse com antecedência que eu não precisava me preocupar. Por isso eu estava tão tranqüilo a respeito disso, e muitas pessoas não entendiam. Mas é isso, Deus sempre dá o melhor pros seus filhos. Mas o melhor presente de todos Ele já nos deu: a vida eterna. A oportunidade de termos um relacionamento pessoal com Ele, porque o preço de estarmos irremediavelmente separados dele foi pago por Jesus, através de sua morte na cruz. Por isso podemos ser perdoados dos nossos pecados e encontrar em Deus um pai amoroso e gracioso, que além de ter enorme prazer em estar perto de seus filhos, ainda realiza seus sonhos em detalhes, o que pode ser visto em cada foto exibida aqui mostrando aquilo que um dia eu sonhei ver. Se quiser saber mais sobre Deus, visite o site http://www.suaescolha.com e descubra que existe mais do que a religião, existe um relacionamento!
Na próxima eu mostro as fotos do flat, e quem sabe dos meus colegas co-habitantes: um mexicano e um búlgaro! É praticamente uma torre de babel, se juntar com a chinesa, as turcas, a iraniana, o canadense, os vietnamitas, etc... É muito divertido!
Até a próxima!